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Quanto custa uma análise do imóvel e o que faz o preço variar
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Quanto custa uma análise do imóvel e o que faz o preço variar

Explico o que está incluído numa análise do imóvel, que fatores aumentam ou reduzem o valor do serviço e como pode preparar a visita para que o preço reflita só o necessário.

Rui Nogueira 7 minutos de leitura

O que está incluído no valor de uma análise

Quando alguém nos pergunta quanto custa uma análise do imóvel, a primeira resposta é sempre a mesma: depende do que é preciso ver. A análise avalia o estado da casa ou do apartamento, a localização e o potencial de utilização. Isto implica uma visita ao local, a recolha de fotografias e medições, a leitura dos documentos que o proprietário tiver à mão e um relatório escrito com as conclusões.

O preço cobre o tempo de quem visita e de quem redige. Uma parte considerável do trabalho acontece depois da visita: confrontar o que vimos com a zona, com os custos de manutenção prováveis e com as formas de utilização que fazem sentido para aquele imóvel. É esse trabalho de escritório que muitas vezes passa despercebido a quem só vê o analista a percorrer as divisões.

Convém também dizer o que não está incluído. A análise não é uma avaliação bancária nem uma peritagem técnica de estruturas, instalações elétricas ou canalizações. Quando suspeitamos de um problema que exige um técnico especializado, dizemo-lo no relatório e indicamos que esse passo é separado e com custo próprio.

Os valores indicativos em euros estão na página de preços, sujeitos a confirmação por escrito depois de recebermos o seu pedido pela página de contactos.

  • Visita ao imóvel com fotografias e medições
  • Leitura dos documentos disponíveis
  • Relatório escrito com estado, localização e potencial
  • Não inclui peritagem estrutural nem avaliação bancária

A dimensão e o tipo de imóvel pesam no tempo de trabalho

O fator mais evidente é o tamanho. Um apartamento de dois quartos exige menos tempo do que uma moradia com anexos e logradouro, simplesmente porque há menos para medir, fotografar e descrever. O mesmo vale para o número de frações: quem tem um prédio pequeno com vários andares pede, na prática, várias análises dentro de uma só visita.

O tipo de imóvel também conta. Uma habitação de férias fechada durante a maior parte do ano levanta perguntas diferentes de uma casa herdada que ninguém habita há anos. No primeiro caso olhamos para sazonalidade e manutenção à distância; no segundo, para o estado geral após um período longo de abandono.

Não existe um preço único porque o trabalho não é igual de caso para caso. O que fazemos é indicar, antes da visita, uma estimativa com base nas informações que nos dá: tipologia, área aproximada, localização e número de espaços. Se, no local, o imóvel se revelar mais complexo do que descrito, falamos consigo antes de qualquer acréscimo.

Esta transparência evita surpresas e permite-lhe decidir com calma se quer avançar com a análise completa.

A localização e a distância à nossa sede

A nossa sede fica em Cascais, e as deslocações dentro da zona de Lisboa e arredores são as mais simples de organizar. Quando o imóvel está mais longe, o tempo de viagem entra no cálculo, porque ocupa uma parte do dia que não pode ser usada para outro trabalho.

Há ainda a localização enquanto matéria de análise. Estudar uma rua, a proximidade de transportes, comércio e serviços de saúde, e perceber como a zona é procurada para arrendar ou para uso temporário dá trabalho. Em zonas que já conhecemos bem, esse estudo é mais rápido; em zonas menos familiares, precisamos de mais tempo de pesquisa.

Dizemos isto sem rodeios porque é uma das razões pelas quais dois imóveis semelhantes em tamanho podem ter valores diferentes. Não se trata de acrescentar custos por hábito, mas de refletir o tempo realmente gasto.

Se o imóvel estiver numa localidade onde não podemos deslocar-nos com razoabilidade, preferimos dizê-lo logo, em vez de aceitar um pedido que não conseguiríamos servir bem.

Estado do imóvel, documentos e informação disponível

Um imóvel bem conservado e com documentação organizada é mais rápido de analisar. Se tem a caderneta predial, a licença de utilização, a certidão permanente e as últimas faturas de condomínio e de impostos, grande parte da pesquisa fica feita antes de chegarmos. Quando faltam papéis, é preciso tempo para os reconstituir ou, pelo menos, para perceber o que está em falta.

O estado físico pesa de forma semelhante. Uma casa com infiltrações, humidade ou obras antigas por concluir exige mais observação e mais cuidado na descrição. Não fazemos diagnósticos técnicos, mas registamos o que vemos e o que isso pode significar para as opções de utilização.

Os imóveis herdados trazem, com frequência, uma dificuldade adicional: documentação dispersa por vários herdeiros e informação incompleta. Nestes casos, uma conversa prévia com o proprietário ajuda a perceber o ponto de partida e a evitar visitas pouco produtivas.

Por isso pedimos que, antes da visita, reúna o que tiver à mão e nos diga o que não encontra. Esse simples passo reduz o tempo de trabalho e, por consequência, o valor final.

  • Caderneta predial e certidão permanente
  • Licença de utilização, se existir
  • Faturas recentes de condomínio e impostos
  • Indicação de obras feitas ou por fazer

Quando a análise vem acompanhada de outros serviços

Muitas pessoas começam pela análise e depois sentem que precisam de mais: comparar alternativas, perceber o arrendamento ou ter um plano escrito. Cada um destes passos é um serviço próprio, com preço próprio, e não vem incluído por defeito na análise do imóvel.

Isto tem uma vantagem prática: paga apenas o que de facto pede. Se a análise lhe chega para decidir sozinho, ficamos por aqui. Se quiser avançar, a análise já feita serve de base e evita repetir trabalho nos serviços seguintes, o que normalmente torna o conjunto mais equilibrado.

Também acontece o contrário, e é legítimo: alguém que já sabe o que quer fazer com a casa pode pedir apenas a consulta individual ou a orientação sobre arrendamento, sem passar pela análise completa. Aconselhamos sempre de acordo com o que o seu caso pede, sem empurrar serviços que não lhe fazem falta.

Qualquer combinação fica registada num orçamento escrito, para que saiba exatamente o que está contratado antes de qualquer pagamento.

Como se processa o pedido e o pagamento

O pedido faz-se através da página de contactos, onde descreve o imóvel e o que pretende saber. Respondemos com uma proposta escrita, indicando o que inclui e o valor, e só avançamos depois de confirmar consigo por escrito. Nada é comprado ou pago no site.

Depois de realizado o trabalho e entregue o relatório, enviamos a fatura, que é paga por transferência bancária. Não há cartão, nem pagamento online, nem confirmação instantânea. Preferimos este ritmo mais calmo, porque encaixa melhor com decisões que não se tomam à pressa.

Se, por qualquer motivo, desistir antes da visita, aplica-se a política de pagamentos e reembolsos, que explica o que acontece em cada fase. Convém lê-la antes de aceitar a proposta, para não haver dúvidas mais tarde.

Se ficar com perguntas sobre o que vai pagar, escreva-nos. Prefiro explicar três vezes a ver alguém contratar sem ter percebido bem o que está incluído.

O preço de uma análise do imóvel resulta de coisas concretas: o tamanho, o tipo de imóvel, a localização, o estado e a documentação disponível. Quanto mais clara for a informação que nos dá no início, mais fácil é indicar um valor justo e evitar acertos posteriores. Antes de decidir, peça uma proposta escrita e leia-a com tempo.